Quem participa de assembleias, encontros regionais e reuniões sempre encontra o professor e vice-presidente da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), Ademir Cerri, disposto ao diálogo, algo que ele aponta como uma das forças da Cassems, que celebra seus 23 anos com uma ampla rede hospitalar, credenciados, laboratórios, centros médicos e serviços que buscam oferecer assistência à saúde de qualidade para o servidor público e seus beneficiários.
Ademir ressalta que o caminho envolveu conversas para que decisões importantes fossem tomadas para a sustentabilidade do plano. “A gente vai fazendo mudanças. Nem sempre elas são bem entendidas, mas são sempre necessárias, nos trouxeram até aqui e mostram que a gente tem acertado. Todas as decisões são colocadas em discussão. Nós não perdemos um convite para explicar aos beneficiários o que está acontecendo. A gente deixou de fazer reuniões com mais frequência durante a pandemia, mas estamos retomando essa prática”.
E faz votos para o futuro da Cassems. “Desejo que ela continue esse plano solidário, participativo e universal. Cuidando de toda a família dos servidores públicos com esse nível de qualidade e cada vez mais humanizado. Somos o único plano de saúde em que o beneficiário conversa diretamente com os gestores do plano. A gente deve primar por isso, para que ele seja sofisticadamente simples, como ele é. Sofisticado na qualidade, mas simples no acesso”.
O professor Ademir
Nascido em Apucarana, no Paraná, Ademir mudou-se para Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, ainda criança. Aos 18 anos, passou a atuar como professor leigo na região rural do município, onde compartilhou seu conhecimento com alunos da primeira à quarta série da Educação Básica. Com tom professoral, professor por vocação e mediador por natureza, ele relembra como passou a ser conhecido como professor Ademir por onde passa.
“Eu gostava de dar aula, a minha vocação era bem visível, eu tinha um cunhado que era professor e às vezes eu ia para a escola auxiliar ele a tomar a lição, então eu gostava daquilo. Quando apareceu a oportunidade de alguém da família dar aula, eu fui escalado para ocupar esse lugar. Comecei com a minha família e foi aumentando, aumentando até virar uma grande escola. É daí que vem a minha vocação, é daí que vem o professor Ademir”.
Atuação sindical
Atualmente, Ademir é professor aposentado das salas de aula e relembra como se deu a sua atuação em movimentos sindicais. “Comecei no Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação de Sete Quedas. Ao longo dos anos, passei para a regional, depois delegado de base até chegar à direção da Fetems, onde fui diretor de Patrimônio, secretário-geral, secretário de Comunicação e presidente interino”.
Foi participando ativamente da atuação sindical que o professor Ademir encontrou um novo desafio. “O movimento sindical do magistério é muito forte em Mato Grosso do Sul, muito coeso e organizado e foi um dos criadores da Cassems. Participei daquelas primeiras reuniões para criarmos um plano de saúde só nosso e tinha alguns servidores públicos sindicalistas muito competentes, corajosos, que toparam aquela parada. Foi assim que a gente passou a ter um plano próprio”, salienta.
A partir da criação da Caixa dos Servidores, assim como todos os servidores públicos beneficiários do plano, Ademir Cerri assumiu o papel de gestor da operadora. E destaca a importância da participação dos servidores públicos beneficiários da Cassems na gestão do plano e os caminhos para se cumprir o desafio de manter o amplo acesso à assistência à saúde de qualidade.
“A Cassems nasceu da tradição sindical, de trabalhar com a participação do maior número de pessoas na gestão, inspirada em outros modelos, mas o projeto foi trazido para a nossa realidade sindical, em que o plano seria do servidor público e o servidor público teria a maior participação possível na criação e na gestão dele”.
Para Ademir, além de participativo, outra característica fundamental do plano é ser solidário. É para defender essas características que ele adota o tom professoral e mediador em reuniões como encontros regionais e nas assembleias da Cassems.
“Esse é um aspecto que não deve ser esquecido, que amplia e possibilita o acesso à saúde. Por exemplo, uma pessoa que ganha um salário mínimo e tem uma família de cinco a seis integrantes, mesmo assim ela pode ter acesso ao plano de saúde. Isso possibilita a participação dessas pessoas no plano de saúde, se não seria impossível”.
Sobre a participação do servidor e beneficiário da Cassems e a disponibilidade para o diálogo, Ademir ressalta que estes são momentos importantes porque trazem resultados positivos para o plano. “No dia a dia, encontramos pessoas equivocadas com algumas informações e conceitos errôneos, e a gente consegue estabelecer por meio do diálogo explicações para que o beneficiário entenda o funcionamento do plano. São nesses momentos que explicamos o funcionamento do plano, reforçamos que somos nós, servidores públicos associados, que regemos a Cassems”.


