Com cheiro, textura e cor similares ao cacau, a alfarroba é uma novidade na alimentação de quem busca uma vida mais saudável. Fruto da alfarrobeira, árvore nativa do Mediterrâneo com grande produção em países como Espanha, Itália e Portugal, esse alimento cresce em forma de vagem e pode ser utilizado em receitas, após suas sementes passarem por torrefação e moagem, o que resulta em uma farinha. Em pó, ele pode ser usado em bebidas lácteas, pães, biscoitos, bolos, sorvetes e sobremesas.
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Com cheiro, textura e cor similares ao cacau, a alfarroba é uma novidade na alimentação de quem busca uma vida mais saudável. Fruto da alfarrobeira, árvore nativa do Mediterrâneo com grande produção em países como Espanha, Itália e Portugal, esse alimento cresce em forma de vagem e pode ser utilizado em receitas, após suas sementes passarem por torrefação e moagem, o que resulta em uma farinha. Em pó, ele pode ser usado em bebidas lácteas, pães, biscoitos, bolos, sorvetes e sobremesas.

“Por conter baixos índices glicêmicos e ser rica em cálcio e magnésio, a alfarroba também pode ser consumida por pessoas com diabetes, intolerância à lactose, doença celíaca e hipertensos. Além disso, combate os radicais livres e envelhecimento pela presença dos antioxidantes polifenóis e da vitamina A, que protege a pele e visão”, explica Eliana Aguiar Dias, nutricionista clínica e coordenadora do Programa de Nutrição Preventiva [Pronutri] da Cassems. Ela ainda tem poder de auxiliar no emagrecimento, pois “melhora a digestão, ajuda a metabolizar gordura, proteína e carboidrato pela presença rica das vitaminas B1 e B2”,
completa.

Um estudo desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Universidade de São
Paulo (USP) avaliou quimicamente os substitutos de cacau e apontou que os estimulantes contidos no produto, como a cafeína e teobromina, não se encontram na farinha de alfarroba. “A cafeína tem atuação direta no sistema nervoso central e deve ser evitada por pessoas que tenham sensibilidade à dor de cabeça, que são estressadas, irritadas, sofram com gastrite, hipertensão arterial ou problemas de insônia. A teobromina é encontrada de maneira concentrada no cacau e é estimulante cardíaco, aumenta as batidas
do coração e é causadora do vício por chocolate”, contextualiza a nutricionista. A falta desses dois componentes na alfarroba representa um ganho de saúde, já que são considerados antinutricionais, ou seja, atrapalham o aproveitamento dos alimentos e reduzem seu valor nutricional.

Com tantos benefícios, Eliana reforça: “Todos podem consumir, pois não contém açúcar, glúten nem lactose”.
Mas sempre com moderação. Duas colheres de sopa de alfarroba em pó, por exemplo, podem ser utilizadas diariamente na alimentação, mas a profissional alerta que para isso é preciso conferir, no rótulo da embalagem, se o fabricante não acrescentou açúcar, gordura e outros ingredientes. “Você pode usar em substituição aos achocolatados colocados no leite ou nas receitas de bolo, por exemplo”,
revela Eliana. A orientação é manter a mesma proporção indicada para o uso do chocolate na receita original.

Além de farinha, a alfarroba pode ser encontrada em barra, gotas, bombons, com creme de avelã e pasta de
amendoim. Na forma instantânea, o produto tem valor médio de R$ 6,00 a cada 100 gramas. Os principais pontos de venda são lojas de produtos naturais, empórios e farmácias de manipulação.

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