Cuidados com a aparência x transtorno de imagem

Cuidados com a aparência x transtorno de imagem
Especialistas da Cassems elencam os principais sinais e como buscar tratamento
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Muitas vezes, se encaixar nos padrões de beleza impostos pela sociedade se torna uma busca constante para muitas pessoas. Imagens retocadas, corpos perfeitos, rostos impecáveis e muitas cobranças para estar em um padrão que na realidade não existe. E, em meio a tudo isso, surge o transtorno de imagem, distúrbio mental em que o indivíduo apresenta preocupação excessiva com a sua aparência.

Esse transtorno atinge cerca de 2% da população mundial. No Brasil, aproximadamente 4 milhões de pessoas entre 15 e 30 anos, sobretudo mulheres, já foram diagnosticadas com transtorno dismórfico corporal (TDC), como mostram os dados do estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Essa insatisfação passa a ser tão significativa que traz sofrimento psicológico. Um dos principais traços do distúrbio é a compulsão: gastos excessivos, cirurgias plásticas, eterna comparação com imagens perfeitas nas redes sociais. Quem sofre desse distúrbio costuma examinar a sua aparência no espelho frequentemente e sempre se encontra insatisfeito.

As causas do transtorno dismórfico corporal envolvem problemas com autoestima, mas podem estar associados a transtornos de ansiedade, depressão e traumas ou bullying sofridos na infância.

O dermatologista da Cassems Pedro de Freitas Torraca comenta que, na era digital, esse problema se agravou ainda mais, com o advento das redes sociais e do viver de aparências. “A partir do momento em que a gente vê na mídia essa questão de a aparência externa ter um impacto na qualidade de vida da pessoa, essa busca por perfeição, vira um problema da dependência da imagem. Buscamos sempre um discurso em prol da saúde da pele, do bem-estar e de se mostrar na sua melhor versão, visando sempre a qualidade da pele com saúde e equilíbrio”, diz.

Em um mundo de tantas cobranças e distorções, é importante atentar se aos sinais e procurar ajuda quanto antes.

A psicóloga da Cassems Natalie Espíndola elencou alguns indicadores que merecem atenção, pois sinalizam que algo não vai bem. São eles:

  • Insatisfação com o corpo mesmo após a realização de cirurgias plásticas;
  • Gastos excessivos com produtos de beleza;
  • Comparação constante com outros corpos;
  • Medo de usar roupas que evidenciem o seu corpo;
  • Olhar-se muito no espelho e exteriorizar constantemente as insatisfações;
  • Perder muito tempo do seu dia se preocupando com a aparência;
  • Ter a vida profissional e pessoal afetada pela insatisfação com o corpo.

A especialista destaca que, em um estágio mais avançado, esse distúrbio pode desencadear outros problemas, como depressão, transtornos alimentares, alcoolismo ou uso de drogas. “Para realizar o diagnóstico e saber se você sofre ou não de o transtorno de imagem, é necessário iniciar o acompanhamento com um psicólogo”, diz.

O diagnóstico do transtorno dismórfico corporal deve ser realizado por um profissional da área da saúde mental. A psicóloga elenca que, na consulta inicial, o profissional levará em conta a preocupação da pessoa com a sua aparência e quanto isso interfere na sua rotina. “E não hesite em procurar um psicólogo quanto antes para realizar o diagnóstico correto e obter o tratamento mais efetivo”, complementa.

A nutricionista da Cassems Ana Paula Cunha alerta que o transtorno dismórfico corporal pode acarretar um transtorno alimentar, como anorexia e bulimia. “A distorção de imagem é quando se tem uma imagem negativa em relação ao próprio corpo, com foco em imperfeições que podem não ser reais, levando a problemas emocionais sérios. Por isso, a busca pela perfeição em alguns casos pode fazer com que se mudem os comportamentos em relação à comida, desenvolvendo os transtornos alimentares. Quem sofre de transtornos alimentares está suscetível ao transtorno de imagem corporal e vice-versa”, finaliza.

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