Eliézer Soares Branquinho

Eliézer Soares Branquinho
O superintendente de Unidades Hospitalares da Cassems fala sobre o papel da rede de hospitais em Mato Grosso do Sul.
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O superintendente de Unidades Hospitalares da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), Eliézer Soares Branquinho, possui vasta experiência em gestão hospitalar. É formado em Administração e Ciências Contábeis e possui especialização em Administração Hospitalar. Foi presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso do Sul (Febesul) entre 2003 e 2012. De 2011 a 2015, foi membro titular do Conselho Fiscal da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas.
Antes de assumir o cargo de superintendente de Unidades Hospitalares, Eliézer foi gerente do Hospital Cassems de Nova Andradina. E nesta entrevista ele fala sobre o papel da rede de hospitais da Cassems em Mato Grosso do Sul.

A rede hospitalar da Cassems é composta de 10 unidades espalhadas por todo o Estado. Qual o papel dessas unidades hospitalares no interior?

As unidades hospitalares da Cassems têm um papel fantástico de levar assistência à saúde para o interior do Estado. Todos os nossos hospitais têm um poder de resolutividade muito grande, e quando estes não conseguem atender eles têm o suporte dos hospitais maiores, como o de Dourados e o de Três Lagoas. Em algumas regiões só existem os hospitais da Cassems para atender os nossos beneficiários; se não tivéssemos esses hospitais, nossos beneficiários estariam desassistidos. Por isso a rede hospitalar da Cassems é de suma importância para o interior.

Como um hospital muda a assistência à saúde das cidades do interior?

Mesmo as unidades hospitalares de menor complexidade têm todo o suporte necessário para prestar um atendimento de qualidade aos beneficiários. Quando um paciente chega à urgência com um quadro grave, como um trauma, os hospitais têm capacidade de fazer o diagnóstico e definir a melhor forma de atendimento. Todos os nossos hospitais têm um bom laboratório, um bom serviço de imagem, e tudo isso dá uma segurança muito grande para o nosso beneficiário. Muitos desses hospitais são de referência, como é o caso do hospital de Três Lagoas, onde temos a única unidade hospitalar com unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. Nosso beneficiário pode ir para os nossos hospitais que o seu problema será resolvido dentro da nossa rede.

Quais medidas a Cassems adota para garantir e ampliar o acesso aos serviços de saúde em todas as regiões de MS?

Nós temos ampliado a divulgação das nossas unidades hospitalares para que nossos beneficiários do interior conheçam o suporte oferecido em cada região. Além disso, temos investido na capacitação do corpo clínico, o que é muito importante, tanto do médico que fica na porta de entrada quanto da enfermagem, que também está ponta do atendimento. Tudo isso tem mudado o perfil dos nossos hospitais. Uma coisa importante a se ressaltar é que todos os nossos hospitais têm ambulância para os casos que precisam de remoção. E os nossos hospitais se conversam. Os colegas dão suporte uns para os outros, e isso é fantástico. Na Cassems, você nunca está só, você nunca está desamparado. Com isso, o nosso beneficiário nunca fica desamparado. Se o hospital não pode dar suporte, é feita a remoção para outra unidade com toda segurança.

Quais estratégias a Cassems adota para garantir que as unidades hospitalares do interior tenham tecnologia e equipamentos adequados para oferecer um atendimento de qualidade comparável ao das grandes cidades?

A Cassems tem procurado investir cada vez mais nos hospitais do interior. Em Ponta Porã, por exemplo, estamos terminando a obra de construção de uma unidade de terapia intensiva com 10 leitos e do serviço de hemodinâmica, tudo isso em uma cidade de 92 mil habitantes. Imagina a resolutividade para toda aquela região e o que vai trazer de benefício para cidades como Antônio João e Aral Moreira, por exemplo. Em Naviraí, existe o projeto em andamento para a construção de um novo hospital. Então a gente está sempre buscando atualizar o nosso parque tecnológico.

Em novembro, a Cassems inaugurou o hospital Cassems de Dourados. Qual o impacto de uma estrutura como essa para a segunda maior região do Estado?

Nós estamos cumprindo o papel de atender os nossos beneficiários dentro da nossa casa. Antes, nossos beneficiários da região passavam direto por Dourados e iam para a Capital, agora desafogamos o hospital Cassems de Campo Grande e utilizamos uma estrutura que para o beneficiário é mais perto e completa para atender a alta complexidade. E nós temos as especialidades de urgência e emergência de sobreaviso, além da pediatria 24 horas (única da cidade). O hospital veio na hora certa para contribuir com a cidade e servir os nossos beneficiários. E agora iniciamos as obras na ala antiga, para que possamos oferecer o mesmo atendimento em toda a unidade hospitalar.

Quais são os principais desafios enfrentados pela Cassems ao fornecer atendimento de qualidade nas unidades hospitalares do interior?

Os desafios são enormes. Você começa pela questão dos custos assistenciais, que subiram muito. O paciente chega ao pronto atendimento, por exemplo, tem a recepcionista, o médico, as equipes de enfermagem, da limpeza e da alimentação, exames e medicamentos, segurança, energia. Tudo é um conjunto que compõe os custos para atender os nossos beneficiários, e esse custo teve um aumento significativo depois da pandemia. Temos trabalhado para fornecer um atendimento de qualidade e estamos sempre atentos à questão da inovação.

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