O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo em números absolutos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (lbama), em 2019. Com o aumento dessas substâncias nos vegetais e da conscientização da população sobre os benefícios dos alimentos em estado natural, a busca por uma alimentação mais saudável se intensificou consideravelmente.
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O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo em números absolutos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (lbama), em 2019. Com o aumento dessas substâncias nos vegetais e da conscientização da população sobre os benefícios dos alimentos em estado natural, a busca por uma alimentação mais saudável se intensificou consideravelmente.

A mudança de comportamento propiciou o desenvolvimento de novas técnicas de produção na agricultura,
que culminaram com a produção de alimentos orgânicos. A diferença entre os produtos naturais e os quimicamente alterados é o foco na preservação do meio ambiente e na qualidade do vegetal em sua produção.

De acordo com a coordenadora do Programa de Nutrição da Cassems (Pronutril, Eliana Nogueira, vegetais cultivados em lavouras adubadas quimicamente são mais vulneráveis a doenças. “Embora apresentem números elevados de proteina, esses produtos possuem altas taxas de nitrato em sua composição, substância que é cancerígena e tóxica”.

Eliana explica que, dependendo de fatores como o clima e o solo durante o cultivo, os itens orgânicos são mais ricos em nutrientes do que os produzidos na agricultura tradicional. Por não ser produzido em massa, o produto é mais caro. “O vegetal orgânico de qualidade, livre de agrotóxicos, é comercializado em quantidades menores, o que acarreta um custo maior”.

No entanto, com a popularização desses alimentos, há alternativas disponíveis, como feiras orgânicas, agricultura familiar e marcas com viés sustentável. Desta forma, é possível se planejar para ter acesso aos produtos orgânicos com preços mais acessíveis.

Como apontado pela nutricionista, alimentos cultivados de acordo com o sistema orgânico apresentam
níveis superiores de fitoquímicos. Essa substância dá o pigmento de cor para o vegetal, que traz diversos benefícios para o organismo. Por este motivo, é recomendado por nutricionistas e demais profissionais da saúde consumir pratos coloridos em alternativas de vegetais. “Esses compostos bicativos têm ação antioxidante, ou seja, são capazes de combater radicais livres e, consequentemente, evitar males que vão desde câncer até doenças cardiovasculares”.

A nutricionista ainda faz um alerta para os vegetais com transgênicos presentes, que, pela visão nutricional,
não são recomendados para consumo. “Esses itens podem ser perigosos em decorrência de sua propensão a
desenvolver no organismo reações alérgicas e alguns tipos de câncer”.

Sobre a presença de agrotóxicos, ela ressalta a necessidade de cuidado com o uso inadequado e excessivo.

“Algumas substâncias são utilizadas para acelerar o ritmo de produção, como o glifosato de ação não seletiva,
que mata qualquer planta, prejudicial ou não. Esses químicos fazem com que as plantas se desenvolvam com
suas funcionalidades orgânicas alteradas. Por conta de seu baixo preço e efetividade, é o herbicida mais utilizado”, fórmula para o bem-estar Eliana Nogueira aposta no equilíbrio como a chave para o bem-estar. “Sempre que o consumidor puder e tiver condições, ele deve dar preferência à qualidade dos vegetais, e isso inclui a escolha de alimentos orgânicos”.

Fórmula para o bem-estar

No entanto, quando não houver a possibilidade de consumir orgânicos, a nutricionista salienta a impor-
tância de determinados cuidados na higiene dos alimentos. “Para a utilização dos alimentos produzidos
no sistema tradicional, é necessário fazer limpeza com água corrente e o armazenamento apropriado”.

Alicina: Está nos alimentos brancos. Cebola, alho-poró, alho e cebolinha contêm o
fitoquímico esbranquiçado, que atua no controle do colesterol e tem propriedades anti-
inflamatórias. A substância contribui para a diminuição de infecções no organismo.


Antocianina: Está nos alimentos azuis e roxos. É possível encontrar essa substância
em ingredientes como berinjela, repolho e beterraba. O fitoquímico em questão age na
redução dos níveis de colesterol no sangue e ajuda na prevenção de câncer e na saúde
do coração.


Betacaroteno: Encontrada em alimentos amarelos e alaranjados. Em itens como
a abóbora, mamão e cenoura, é responsável por fortalecer a imunidade e diminuir os riscos de doenças cardiovasculares. Por conter vitamina A, também proporciona melhoria na saúde dos olhos.


Clorofila: Presente em alimentos verdes. Encontrada em vegetais como couve, ervilha
e alface, é responsável por ser fonte de vitaminas A e C, fortalecendo os mecanismos de
defesa do corpo, com benefícios para a saúde da pele e dos olhos.

Luteína: Encontrada também em alimentos verdes. Presente na couve e no espinafre,
possui propriedades antioxidantes, ajuda a prevenir o envelhecimento precoce das cé-
lutas e a fortalecer o sistema imune.

Licopeno: Está nos alimentos vermelhos e é visto em ingredientes como tomate,
melancia e goiaba. O alimento pode diminuir os riscos de doenças cardiovasculares,
promover ação antioxidante e retardar o envelhecimento das células.


Zeaxantina: A coloração verde escura nos vegetais é responsável por este fitoquímico.
Encontrada no brócolis, na couve e no kiwi, contribui para a melhora do sistema circula-
tório, do controle da pressão arterial e para a eliminação de toxinas do corpo.

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