Durante a infância, é comum que os pais sejam os maiores exemplos. Junto deles, a criança descobre e interpreta o mundo ao seu redor, e isso abrange os cuidados com a higene, Dos pés à cabeça, é fundamental que os responsáveis. Pelo pequeno expliquem com paciência e didática a maneira cometa de fazer a higiene, sempre prezando pelo bom exemplo. A criança que pratica bons hábitos de prevenção à saúde. Tem isso como prioridade na vida adulta. Entenda melhor sobre o assunto com a adontopediatra da Cassems, Heloisa Helena Nunes da Cunha.
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Durante a infância, é comum que os pais sejam os maiores exemplos. Junto deles, a criança descobre e interpreta o mundo ao seu redor, e isso abrange os cuidados com a higene, Dos pés à cabeça, é fundamental que os responsáveis. Pelo pequeno expliquem com paciência e didática a maneira cometa de fazer a higiene, sempre prezando pelo bom exemplo. A criança que pratica bons hábitos de prevenção à saúde. Tem isso como prioridade na vida adulta. Entenda melhor sobre o assunto com a adontopediatra da Cassems, Heloisa Helena Nunes da Cunha.

A odontopediatra Heloisa Helena explica que há um entendimento de que os cuidados com a boca devem começar após o surgimento do primeira dente. No entanto, os pais têm de estar atentos desde o nascimento da criança. A primeira coisa a se avaliar são os frênulos, ou, como popularmente chamados, o freio de lÍngua. Os cuidados são em relação às estruturas anatômicas da cavidade oral. Os pais precisam verificar se o rebordo é formado, pois têm ocorrido muitos casos de lábios leporinos”.

Além da atenção para a estrutura da boca, é importante (que a higiene esteja presente na rotina do bebê, antes mesmo de ele ter a coordenação para fazer os procedimentos sozinhos. Para a odontopediatra, a criança pode ter mais. Facilidade em aprender quando os pais praticam a limpeza desde os primeiros dias de vida, Independentemente de ter (os dentes, para que essa criança tenha esse procedimento como rotina, é preciso cuidar desde o nascimento. Se os país já têm esse costume, mesmo antes dos primeiros dentinhos,
a criança fica condicionada”.

De acordo com Heloisa Helena Nunes, no procedimento de higiene na gengiva do bebê devem ser utilizados
apenas gaze e água. A higienização é feita somente uma vez ao dia, após a última mamada antes de
o bebê fazer o sono da noite. Após os seis meses, quando os pais inserirem as papas na alimentação
da criança, é necessário higienizar depois dessa alimentação e à noite”.

A amamentação tem papel fundamental no desenvolvimento da estrutura bucal. A profissional de
odontologia explica que o bebê nasce com o queixo retruso, para facilitar o momento do parto, e o aleitamento materno auxilia nos primeiros dias. Nos primeiros dias da amamentação, a criança
ainda não suga o seio da mãe, ela ordenha. E, para fazer esse processo, ela projeta a mandíbula e abo-
Canha. Então, a amamentação é importante para estimular o crescimento, porque, com essa projeção, ela se desenvolve. Além de tudo isso, auxilia no posicionamento da língua e na respiração, que deve
ser nasal, e não bucal”.

No entanto, Heloisa esclarece sobre o mito de que o leite materno não causa cáries na criança. “É necessário entender que, apesar de ser um leite materno, que não é rico em açúcares, carboidratos, gorduras, também pode causar cárie. Então, tudo que gruda no dente pode fermentar e trazer essas bactérias para a boca do bebê”.

Após os seis primeiros meses de vida, a introdução alimentar também tem papel fundamental no desenvolvimento da dentição. A orientação da odontopediatra é para a textura dos alimentos oferecidos
para a criança. “Orientamos para que os país evitem, ao máximo, aquelas papas peneiradas, amassadas
e batidas. Desde que começa a se alimentar, inclusive, para incentivar a deglutição e estimular a gen-
giva, é preciso amassar grosseiramente o alimento e oferecer. A partir do momento em que tiver os
dentes anteriores, alguns alimentos já podem ser dados em pedaços maiores”.

Outra dúvida frequente dos pais é sobre a influência da chupeta e do bico da mamadeira na formação dos dentes da criança. Heloisa chama a atenção para a questão de que, com a vida moderna, é comum que os pais tenham de deixar os seus filhos aos cuidados de outras pessoas e, nesses momentos, essas ferramentas podem contribuir como um facilitador. Por isso, ela orienta para o uso correto. “Deve-se evitar utilizar mamadeira e chupeta, mas, se não for possível, é preciso usar a mamadeira apenas para o momento
do mamá e a chupeta apenas para acalmar o choro. O bico utilizado deve ser o ortodôntico, de cabeça chata. Também é importante que esses hábitos sejam retirados da criança até os dois anos”.

O processo de erupção dentária dos bebês gera muitas inseguranças aos pais. De acordo com a odontopediatra, alguns acreditam que o nascimento dos dentes dá febre nas crianças, mas o que acontece é um quadro febril. “A criança fica com a cabeça um pouquinho mais quente, o resto do corpo em temperatura normal, os pés e as mãos frios. Com isso, ela fica irritada, pois, rasga a gengiva”.

Para Heloisa, é possível aliviar o desconforto do bebê ao oferecer um mordedor com base de gel, deixado no freezer por 15 minutos. Além disso, é importante ter alguns cuidados com a alimentação. “Orientamos para não dar alimentos quentes, mornos, moles ou crocantes. O ideal é priorizar comidas frias ou em temperatura ambiente e duras. Tudo que é frio alivia o desconforto”.

Exemplos que fazem crescer

A melhor maneira de orientar os filhos para as boas práticas em saúde bucal, conforme explicado pela odontopediatra, é dar bons exemplos. “Enquanto a criança é pequena, é mais fácil fazer os procedimentos de saúde bucal. Mas, conforme cresce, os pais podem levá-la para o momento da higienização deles. Mesmo antes de usar, a criança pode ter a escova dela para se familiarizar com aquele momento. Uma outra coisa é ter o momento da higiene bucal e desvincular
ele de outras funções, como do banho, por exemplo”.

Para Heloisa, a prevenção é um “trabalho de formiguinha” e deve ser feita com repetição e condicionamento, para que a criança se acostume. “Primeiro, tem que escolher uma escova infantil, de cabeça pequena e cerdas de altura igual. É preciso evitar o uso de escovas com cerdas maiores, pois, quanto mais simples melhor. O creme dental deve ser do tamanho de um grão de arroz cru, sempre estimulando que
a criança cuspa. A partir dos 3 anos, ela pode ter a escova nas mãos e aprender a fazer o procedimento sozinha”.

Ainda é necessário trabalhar o conceito dos país sobre o medo do dentista. À odontopediatra salienta que é possível ajudar a criança para que tenha uma relação saudável com o profissional. “Criança não tem medo de dentista, ela chora, porque o dentista mexe em seu órgão de defesa. Seria a mesma coisa que prender as mãos e os pés de um adulto.

Peço para que os pais dos meus pacientes evitem vincular o momento do dentista ao momento da vacina e evitem fazer comentários negativos que amedrontam a criança”.

Odontologia para Bebês

A Cassems conta com um programa de prevenção para incentivar hábitos saudáveis no cuidado com os dentes das crianças, evitando tratamentos curativos. O atendimento preventivo é realizado no Centro Odontológico, na sede da Cassems em Campo Grande: segunda, quarta e sexta-feira durante a manhã, ou terça e quinta-feira à tarde. As palestras de orientação para os pais ocorrem duas vezes ao mês, às
segundas de manhã e às quintas à tarde, no auditório da sede da Cassems.

A participação no programa de prevenção Odontologia para Bebês pode ser agendada pelo telefone 3309-5394 ou 99983-3765.

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