“Conhece-te a ti mesmo”, o pensamento grego que promete ser a chave para conhecer todo o universo é tam- bém a primeira dica para quem quer aprimorar a inteligência emocional, conhecer as próprias emoções e encontrar equilíbrio entre razão e emoção para lidar com as situações do dia a dia.
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“Conhece-te a ti mesmo”, o pensamento grego que promete ser a chave para conhecer todo o universo é tam-
bém a primeira dica para quem quer aprimorar a inteligência emocional, conhecer as próprias emoções e encontrar equilíbrio entre razão e emoção para lidar com as situações do dia a dia.

Geralmente, as pessoas que têm um nível elevado de inteligência emocional possuem características de estabilidade, liderança, ponderação, ética e moral, assertividade, resiliência, empatia. Mas não se engane pensando que essa capacidade de administrar as próprias emoções é apenas para as mentes brilhantes. O psicólogo e jornalista norte-americano Daniel Goleman menciona em seu livro “Inteligência Emocional, um best-seller da área, que os indivíduos com alto nível de QI! “podem ser pilotos incompetentes de sua vida particular”.

A neuropsicóloga da Cassems, Evelyn Gaspar Balbino, também explica as diferenças: o coeficiente de inteligência (QI) refere-se a testes para avaliar funções cognitivas e assim dimensionar a inteligência ou funcionamento cognitivo geral da pessoa; já a inteligência emocional trata-se de aprender a lidar com as próprias emoções e utilizá-las em benefício próprio. Um exemplo é ter o autoconhecimento
sobre as emoções e como encará-las de maneira saudável, principalmente, quando se trata de sentimentos desconfortáveis. “Todas as emoções têm um importante papel sobre nossa interpretação e comportamento de uma situação que iremos vivenciar. Por exemplo, a raiva nos auxilia na ação e, quando temos esse conhecimento sobre como ela se manifesta em nós e como lidamos com ela, poderemos saber se estamos a extravasar essa emoção de maneira saudável por meio do comportamento que teremos. Em vez
de reagirmos de maneira agressiva, poderemos agir de outra forma que nos traga um retorno melhor, pois pontuar que algo não nos agradou não tem nada a ver com ser rude ou grosseiro”, esclarece.

Qualquer pessoa pode desenvolver inteligência emocional. Goleman lista cinco pilares para alcançá-la: conhecer, analisar suas emoções e as ações que você faz em resposta às situações; aprender a lidar com as emoções e controlá-las; desenvolver a automotivação; aprender a se colocar no lugar do outro, de reconhecer as emoções dos outros e entender seus comportamentos – empatia; e por fim, trabalhar suas habilidades sociais para se relacionar interpessoalmente utilizando autocontrole e empatia.

Para isso, é necessário que o indivíduo esteja disposto a entrar em contato com o seu íntimo e a reservar alguns minutos ou até uma hora para o autoconhecimento. Exercícios simples, como treino de respiração, meditação e mindfulness [atenção focada), caminhada, pilates, yoga e a prática regular de atividades físicas no geral auxiliam no processo de autocontrole e consciência e, consequentemente, aprimoram a inteligência emocional. “É importante enfatizar que o objetivo deve ser o equilíbrio, e não a supressão das emoções, obtendo, assim, o controle delas”.

Na vida adulta, o trabalho se torna um dos ambientes mais propícios a gerar estresse e ansiedade, podendo causar rompantes emocionais diversos. Mas um profissional que tem conhecimento sobre suas emoções e sentimentos, que sabe gerenciar imprevistos e lidar com mudanças repentinas em seu dia a dia, tem muito mais chances de alcançar sucesso dentro desse espaço do que aquele que acaba por ficar estressado e lida com impulsividade. Por isso, ter compreensão e controle das emoções, além da capacidade de dominar os impulsos, se torna uma qualidade para conseguir ser bem-sucedido e ter um bom relacionamento com os colegas, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento das atividades e potencializando-o para
o crescimento de toda a equipe.

Mas não só nas relações de trabalho que a inteligência emocional é indispensável, na vida pessoal o autoconhecimento sobre as emoções e como gerenciá-las de uma maneira efetiva contribuem para o bem-estar e o nível de felicidade de qualquer pessoa, reforça a neuropsicóloga da Cassems. Para Evelyn, isso traz a consciência de que “todas as emoções são momentâneas e a mudança de postura e pensamento sobre uma determinada situação é a base para propiciar mais emoções agradáveis em seu dia a dia”.

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