Algumas super-heroínas não usam capa. Esse é o caso de Alice Maia Gonçalves, que usa seus cachinhos. Ela é uma menina corajosa e sorridente, de apenas 6 anos, que, mesmo com a pouca idade, enfrentou um desafio inimaginável: o tratamento de uma leucemia.
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O mundo virou de cabeça para baixo quando, em uma sequência angustiante de eventos, descobrimos que Alice estava enfrentando a leucemia. Tudo começou em julho de 2021, quando meu marido e eu testamos positivo para Covid-19. Alice também começou a apresentar febre, e atribuímos os sintomas ao vírus. No entanto, as feições traiçoeiras da doença esconderam a verdade, e só percebemos a gravidade quando sua saúde não melhorou.

Lembro-me nitidamente da exaustão que se apoderou de mim naqueles dias incertos, quando o diagnóstico chegou. Os dias no hospital foram como atravessar um túnel escuro, em que as palavras dos médicos pareciam ecoar sem sentido. Minha vida inteira parecia girar em torno de Alice, e eu me perdi em meio à preocupação e ao desespero.

Alice, com seus três anos e meio de idade na época, era ainda muito pequena para compreender a gravidade de sua condição. No entanto, fui sincera com ela, explicando que havia um “dodói” em seu “sanguinho” e que precisaríamos de muitas visitas ao hospital. Embora eu não pudesse evitar chorar em sua frente, foi ela quem me deu forças para ser sua fortaleza, secando minhas lágrimas com suas pequenas mãos e me lembrando de que tudo ficaria bem.

Hospital Cassems de Campo Grande

A jornada de Alice contra a leucemia nos levou ao Hospital Cassems de Campo Grande, onde encontramos não apenas tratamento médico de qualidade, mas também calor humano e compaixão. Desde o primeiro momento, fomos atendidos com eficiência e cuidado, especialmente pelo médico oncologista Renato Yamada, cuja expertise e dedicação foram fundamentais para o sucesso do tratamento. A agilidade com que ele diagnosticou e iniciou o tratamento nos encheu de gratidão e confiança.

O carinho e a atenção dedicados a Alice por toda a equipe da Cassems foram além do esperado. Desde os enfermeiros e auxiliares até os profissionais de apoio, todos demonstraram um compromisso genuíno com o bem-estar da nossa filha. Cada interação, cada gesto de gentileza ajudou a aliviar um pouco do fardo que carregamos. No entanto, a jornada não foi isenta de desafios. Enfrentamos momentos de angústia e incerteza, especialmente quando Alice desenvolveu uma pneumonia fúngica, prolongando sua estadia no hospital. Mas, com o tempo, o tratamento surtiu efeito e finalmente pudemos levar nossa pequena guerreira para casa.

O sino da cura

A alta de Alice no dia 14 de agosto marcou o fim de uma jornada intensa e desafiadora, mas também o começo de uma nova fase, cheia de esperança e renovação. Quando ela tocou o sino da cura, na ala da Rede Amo do Hospital Cassems de Campo Grande, foi um momento de grande emoção para nossa família, uma mistura de alívio e gratidão por termos superado essa provação junto. Enquanto deixávamos para trás os corredores do hospital, carregávamos conosco não apenas as lembranças dos momentos difíceis, mas também a certeza de que estávamos mais fortes e unidos do que nunca. A alta simbolizava não apenas sua recuperação física, mas também o ressurgimento de sua alegria infantil e sua capacidade de desfrutar das coisas simples da vida. Foi um momento de celebração, não apenas pelo fim do tratamento, mas também pela promessa de um futuro repleto de possibilidades e momentos felizes. E, acima de tudo, foi um lembrete do poder do amor e da perseverança para superar os desafios mais difíceis da vida.

O retorno à vida cotidiana não foi imediato, mas cada pequena conquista de Alice nos encheu de alegria e gratidão. Vê-la brincar, rir e aproveitar as coisas simples da infância trouxe um novo significado à nossa jornada. Apesar de sua tenra idade, Alice é um símbolo de coragem e resistência, e é importante para nós lembrá-la disso sempre. Olhando para trás, vejo cada obstáculo como uma oportunidade para crescer e aprender. Hoje, Alice voltou a fazer ballet, está estudando novamente, gosta de ter amigos por perto e festas. Enquanto seguimos em frente, levamos conosco não apenas a gratidão pela vida de nossa filha, mas também a certeza de que, juntos, podemos superar qualquer desafio que o futuro nos reserve.

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